Por(MAIOR)es

Um pormenor é uma pequena parte do todo.

Foi assim que começou o trabalho, reproduzir um pormenor de um objeto de forma a que o pormenor fosse tão menor que quase perdesse a ligação ao todo do objeto.

E embora eu saiba a qualidade dos alunos que tenho (a grande maioria, “ouvem-me”, há quase 3 anos), os resultados, os pormenores, foram-se transformando em por(MAIOR)es.

As disciplinas das áreas da criação artística são sempre vistas e organizadas como sendo uma Coisa, que serve não um fim em si mesmo, mas um complemento ou entretimento para quando as coisas consideradas importantes não estão “disponíveis”. O caso particular da Educação Visual, é uma ínfima parte das aprendizagens, e portanto bastante residual tanto no tempo como na importância que cada um de nós, infelizmente, lhe atribui.

E aqui reside a grande batalha.

Fazer entender que tudo é importante. Que as Artes são tão importantes como qualquer outra área do conhecimento. Não é importante sermos todos artistas, mas é importante termos todos, uma atitude criativa, aberta e porque não crítica que nos é dada por uma educação que contemple de fato as Artes.

Espero que estes 3 anos, que estão a chegar ao fim, tenham servido pelo menos para isso. Mas se olharmos para os trabalhos, vemos sem sombra de dúvida que há trabalho, empenho e qualidade.

E isto só se consegue quando se dá importância ao que fazemos.

O maior elogio que posso fazer à qualidade dos por(MAIOR)es, e os meus alunos sabem que não sou de elogio fácil, é que a grande parte dos trabalhos estão ao nível de trabalhos do secundário.

E esta qualidade só se consegue com exigência, muita exigência.

Se pensarmos na aprendizagem como um processo gradual, onde é preciso queimar etapas, para se poder alcançar a fase seguinte, em que o processo criativo implica domínio de técnicas e conhecimentos numa primeira e longa fase, para se poder tentar passar à etapa seguinte, alunos com 15 anos, conseguiram perceber e começar a fazer o que normalmente acontece bastante mais tarde.

É neste esforço que está a diferença.

Na diferença feita nos pormenores.

Só assim se transformam pormenores em por(MAIOR)es.

Maia Caetano

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